UM NOVO COMEÇO
No evangelho de Luca capítulo 15:11-32 Jesus conta uma parábola aos seus discípulos, nela o mestre diz que existia um homem que tinha dois filhos e certo dia o mais novo pediu parte de sua herança, o pai assim o fez. O filho partiu para uma terra distante e lá desperdiçou toda sua herança, vivendo dissolutamente. Quando seu dinheiro findou, acabaram também seus amigos e mulheres, começou então a padecer fome tendo que trabalhar cuidando de porcos, a fome era tamanha que desejava comer os alimentos dos porcos. Quando o sofrimento chegou ao extremo ele caiu em si e lembrou-se de como era boa sua vida junto ao seu pai e o quanto tinha sido desobediente.
O propósito de uma parábola e nós apresentarmos uma grande verdade. O mestre Jesus para dirimir as dúvidas de muitos fariseus a respeito de Deus, contou-lhes três parábolas que demonstram o amor incondicional e sem acepção de Deus para com o homem. E que a oportunidade de salvação é estendida a todos sem distinção. E que o homem em Cristo pode recomeçar.
O evangelho de Cristo não excluía e nem fazia acepção de pessoas, Ele não aferia as pessoas pelo critério de suas posses e de sua posição social, todos, grandes e pequenos sem distinção tinham acesso ao pai. Ele mesmo disse que não veio para os sãos e sim para os enfermos.
Os fariseus se achavam privilegiados espiritualmente pela sua condição como liderança religiosa, andavam sempre limpos, e isso para eles os diferenciavam dos demais, tornando-os, mais justos e puros aos olhos de Deus.
Muitos de nós algum dia na nossa juventude ou até mesmo na adolescência já sonhamos sair de casa e ser independente, de fazer tudo aquilo, que estando na casa do pai não podíamos fazer, achamos o ambiente da casa paterna monótona, queremos alçar vôos distantes, fora do alcance do Pai.
Mas nunca paramos para pensar o que nos espera longe da casa do pai, ouvimos vozes dizendo que lá fora é bom demais, que lá há liberdade e nada é proibido. Mas nunca ouvimos de tais vozes sobre as conseqüências desastrosas de estar longe do Pai.
O inimigo de nossas almas tem inserido nos corações de muitos que não vale apena caminhar com cristo, que ser crente é ser quadrado, que essa história de obediência está ultrapassada, que vivemos novos tempos onde prevalece a liberdade e que nada é proibido.
O filho pródigo desceu ao limite mais baixo de degradação, ajuntou tudo que possuía e saiu da casa do pai com o nariz empinado, cheio de orgulho, agora volta cabisbaixo sem nenhum centavo no bolso, todo maltrapilho e cheirando mal.
Quando o homem se rebela contra Deus, achando-se auto-suficiente, dando valor as coisas passageiras e indo a experimentar os alimentos do mundo ele se machuca. O diabo o assalta e rouba sua paz, sua felicidade, seus bens materiais, sua saúde deixando-o irreconhecível.
Será preciso conviver com porcos, cheirar como porcos, padecer fome e desejar comer os alimentos dos porcos, para aprender e reconhecer que fora da casa do pai a vida é de escravidão.
Saia do meio dos porcos, sua comida não são bolotas de porcos, seu cheiro não é de porcos, levante a cabeça, tome uma posição de coragem, reconheça e assuma a responsabilidade de que você colheu aquilo que plantou, mas o Pai eterno tem um novo começo para você, o seu lugar não é junto de porcos, é ao lado de seu Pai, Ele está de portas abertas, ele continua te amando, o Pai nunca te esqueceu, você continua sendo especial para ele.
Quando o filho olhou para si e viu sua condição deplorável, olhou ao seu derredor e naquela hora entendeu que aquele não era o seu lugar. Faça uma comparação o que você é hoje em relação ao que foi no passado enquanto estava com Cristo, qual seria sua resposta? Olhe para sua volta, para o ambiente pernicioso e cheio de pecado que está vivendo, como está sua saúde, o seu corpo, a sua mente e sua família. Valeu apena se afastar da casa do Pai?
Apesar da sua desobediência e insensatez, Deus lhe oferece uma nova chance, tome o caminho de volta, se arrependa, assuma seus erros, saia da terra longínqua do meio dos desconhecidos, venho para o lar do Pai, para um ambiente de relacionamento regado pelo amor do Pai.
Foi o Pai celestial que tomou a iniciativa de se aproximar de nós, venha diante com humildade, diga o quanto você o desapontou e de seu desejo de recomeçar, o Pai celeste tem uma festa preparada para seu retorno, em vez de bolotas de porcos, alimentos da própria mesa do Pai, vestes novas, uma nova vida, nova esperança.
Por: Luís de Freitas