PROCURO UMA IGREJA DO MEU GOSTO.
Que o culto seja no máximo de meia hora;
Que a pregação dure quinze minutos;
De preferência que a mensagem seja substituída por muita música;
Acho errado falar em dízimo e oferta no culto;
Acho ridículo e desumano disciplinar membro de igreja, afinal Deus é amor;
Gosto que o pastor pregue algo que alegre meu coração, que me motive;
Nada de temas sobre testemunho, santidade e pecado;
Não gosto que os meus erros sejam confrontados pela palavra;
Não gosto que ninguém aponte meus erros, mesmo que seja através da bíblia;
Não me submeto a ninguém, muito menos pastores, estes são intrometidos demais;
Da minha vida e da minha família cuido eu;
Há! Gosto de visitas em minha casa, mas que não sejam prolongadas;
Enfim quero freqüentar uma igreja que me deixe à vontade, pois me sinto muito bem assim.
Muitas pessoas estão à procura de uma religião e não de um Deus que salva, estão à procura de uma religião e um deus que se adapte ao seu estilo de vida e ao seu conceito do que é certo ou errado.
Quantas pessoas ainda insistem em entrar pela porta larga, querem estar numa igreja e ainda viverem segundo o seu coração, segundo os padrões deste mundo, padrões estes que pregam que o homem deve fazer tudo aquilo que agrade o seu coração.
Antes de termos conhecido a Cristo estávamos condenados, éramos por natureza filhos da ira, fazíamos a vontade da carne, estávamos alinhados aos propósitos de satanás, como relata o livro de efésios 2:1-3 E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.
Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
Querem um culto voltado para si e não para a adoração a Deus, e muitas igrejas tem aderido as vontades desses homens, adéquam horário, liturgia do culto e a própria mensagem a fim de atender aos anseios de seus corações carnais, veja o que diz I coríntios 10:21Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Não há compatibilidade entre trevas e luz, muitos insistem em viver uma vida dupla, na igreja, mas com o coração no mundo, suas atitudes demonstram que ainda não foram regenerados.
Quem já experimentou um genuíno nascimento em Cristo sente-se bem na presença dele, o servo de Deus sente prazer em estar na casa do pai, ele vibra e se emociona com cada parte do culto, ele sabe que o centro da adoração é Deus e não o homem.
O culto voltado ao homem não traz mudança e sim morte, no culto voltado a Deus o homem e liberto do pecado e do juízo por meio da palavra é nesse ambiente que o salvo recebe o alimento espiritual e o consolo do espírito santo e muitos milagres acontecem.
O servo de Deus vive uma vida exemplar, não possui várias máscaras ele testemunha dentro e fora da igreja é obediente ao seu pastor e ama ser pastoreado por ele.
O sevo de Deus tem consciência do significado do dizimo e da oferta, por isso é fiel, outros afirmam que temos que primeiramente sentir para depois dar. Você acha que o avarento vai sentir prazer algum dia em ofertar ao senhor? Ele está mais preocupado em pedir e a receber do que a devolver a Deus, por natureza ele é ingrato. Por isso ouça a voz do espírito e não a voz do seu coração ele é enganoso, Jeremias 17:9 disse: Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?
“A “implicação espiritual para os chamados” crentes” que estão em busca da igreja segundo o seu coração é está correndo em vão, pois não estão retendo a palavra de Deus e nem deixando ser tratado por ela, não produzem frutos de pessoas arrependidas, pois mesmo tendo recebido o conhecimento que leva à salvação insistem a viver como o velho homem, desta forma desonra a Cristo, e o apóstolo Paulo em Hebreus 6:6b adverte este tipo de crente... Pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública.
Por: Luis de Freitas